Após nova ‘onda’ de fumaça, AM envia agentes para região metropolitana de Manaus para reforçar combate a queimadas

No domingo (29) e na segunda-feira (30), a capital foi afetada pelo fenômeno, causado por focos de calor. Só no domingo, foram mais de 200, segundo o Inpe.

Após uma nova “onda” de fumaça atingir Manaus no fim de semana e na segunda-feira (30), o Governo do Amazonas disse, nesta terça (31), que enviou 230 agentes para reforçar o combate às queimadas na Região Metropolitana da capital.

Segundo o Inpe, o número de queimadas para o mês de outubro, no estado, é o maior dos últimos 25 anos. Foram quase 4 mil focos de calor. Esse, no entanto, é apenas um dos problemas enfrentados pelo Amazonas, que vive uma grave crise ambiental, agravada também pela seca histórica dos rios e que já atingiu quase todos os municípios do estado e mais de 600 mil pessoas.

Entre os agentes enviados estão bombeiros, policiais militares, analistas ambientais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e agentes do Batalhão Ambiental da PM-AM.

O grupo vai concentrar as ações nos municípios de Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaquiri, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Careiro Castanho e Autazes.

Em nota, o Governo do Amazonas também voltou a alegar que a fumaça que atinge Manaus é causada por incêndios registrados no Pará e no entorno da capital: “Por conta dos efeitos do fenômeno El Niño, a ausência de chuvas e o calor intenso na capital amazonense têm dificultado que as partículas de fumaça se dissipem”.

Número de queimadas volta a subir

Queimadas atingem municípios ao longo da AM-070. — Foto: Karla Mendes/Rede Amazônica

O Amazonas registrou 236 queimadas no domingo (29), segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A última vez que o estado registrou um número de queimadas superior a 100 em um único dia foi no dia 10 de outubro. Naquele dia, segundo o Inpe, foram 504. No período, inclusive, Manaus sofria com a “primeira onda” de fumaça.

Na época, o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, disse que o fenômeno era fruto das queimadas feitas por agropecuaristas em municípios próximos à capital.

Desde então, o número diário de queimadas registrado pelo Inpe variou entre 60 e 80. No entanto, no domingo, os incêndios voltaram a subir assustadoramente.

Quase que imediatamente os efeitos foram sentidos em Manaus e em outros municípios do entorno. No domingo, uma nova onda de fumaça invadiu a cidade e encobriu pontos turísticos, como, o Teatro Amazonas e a Praia da Ponta Negra. A qualidade do ar chegou a ser considerada péssima.

Já na segunda (30), o fenômeno voltou a ser sentido em diferentes pontos da cidade, e o ar também voltou a ser considerado péssimo ou muito ruim.

Por g1 AM

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