Cadeia Pública Desembargador Vidal Pessoa será revitalizada; obra é estimada em R$ 50 milhões

Tombado como Monumento Histórico do Amazonas, o local está desativado desde 2017, mas a partir de sua reestruturação, o objetivo é torná-lo um espaço de fomento de projetos culturais, gerando emprego e renda

Com previsão orçamentária de R$ 50 milhões, o governo do Amazonas anunciou, nesta segunda-feira (6), que irá revitalizar a Cadeia Pública Desembargador Vidal Pessoa, prédio centenário localizado na avenida Sete de Setembro, no Centro de Manaus. Tombado como Monumento Histórico do Amazonas, o local está desativado desde 2017, mas a partir de sua reestruturação, o objetivo é torná-lo um espaço de fomento de projetos culturais, gerando emprego e renda. 

Depois de alguns anos de especulações sobre o destino do prédio histórico, representantes da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC) e da Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (Appa) se reuniram na tarde desta segunda-feira, no Hall do Teatro Amazonas, e firmaram um Acordo de Cooperação Técnica. O objetivo do acordo é captação de recursos a serem destinados às ações de conservação e revitalização do prédio de 117 anos.  

O secretário de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, afirmou que o objetivo é utilizar o prédio como uma referência cultural, mas, inicialmente, o foco será a reestruturação do espaço e, posteriormente, será decidido como o local irá funcionar. Muniz ressaltou que, durante esses anos desativado, uma empresa privada esteve responsável pela segurança do patrimônio para evitar sua deterioração.  

Além da Cadeia Pública, o acordo também prevê a revitalização do Palacete 5 de Setembro, outro prédio centenário localizado no Centro da capital amazonense, construído por volta de 1908, que também está desativado. Embora ainda não tenha sido apresentado um projeto para o Palacete, a previsão é que os trabalhos de revitalização dos dois prédios acontecem no mesmo período, com previsão de início das obras para o próximo ano e entrega para 2028. 

“A gente vem todos esses anos buscando caminhos e parcerias para fazer a reestruturação e restauração desses patrimônios. E a gente identificou nessa instituição uma importante parceira que nos auxiliará na captação de recursos para nós concluirmos as etapas necessárias para devolver à população esses importantes equipamentos estruturantes e culturais da nossa cidade”, destacou Marcos Apolo.  

O representante da Appa, Felipe Vieira Xavier, explicou que a partir de agora será criado um plano estratégico, que é chamado de “horizontes de captação”, e após a construção desse plano, o segundo passo é a execução do plano estratégico com os possíveis investidores. Porém, Xavier ressalta que, antes de tudo, é importante também que a população de Manaus mantenha o sentimento de pertencimento com o patrimônio cultural público da cidade.  

“Antes de a gente pensar nos investidores, a gente tem que pensar também que é um equipamento público que tem que se extrovertido para a população, para a comunidade, que tem que continuar sendo utilizado para esse fim. Então, a gente já exclui algumas finalidades e trabalha outras, e isso é um processo de escuta pública, que hoje é simplificado pelo uso da internet, onde a gente escuta o que a população gostaria que estivesse ali”, explicou Xavier.  

O termo de cooperação entre a governo do Amazonas e a Appa direciona os esforços para captação de recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a outros eventuais patrocinadores. A iniciativa, segundo o governo do estado, reforça o princípio legal de incentivo à cultura do Amazonas, revitalizando patrimônios históricos, fomentando projetos culturais, gerando emprego e renda.

Por A Crítica

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