Mais de 90% dos estudantes da rede estadual impactados pela estiagem já foram beneficiados

O número representa mais de 6,8 mil kits entregues a alunos do interior e da capital do Amazonas

Mais de 90% dos estudantes da rede estadual de ensino impactados pela estiagem já receberam o programa Merenda em Casa. Até esta quinta-feira (23/11), o Governo do Amazonas entregou mais de 6,8 mil cestas do programa coordenado pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar. No total, 7,3 mil alunos foram afetados pela severa seca no estado, este ano, dos quais 6.821 são do interior e 561 na capital.

Dos 7,3 mil estudantes atingidos, 6.894 já receberam os itens do Merenda em Casa, o equivalente a 93,4% dos alunos, sendo 6.604 de comunidades rurais do interior do Amazonas e 290 da zona rural de Manaus.

Dos 62 municípios do Amazonas, 59 dependem do transporte hidroviário. Com a seca histórica deste ano e a impossibilidade de alunos de comunidades rurais, das cidades afetadas, chegarem às escolas da rede estadual, as aulas passaram a ser à distância e a entrega da merenda escolar a ser feita em casa.

As ações de entrega dos kits escolares seguem em todo estado e, ao longo da quarta-feira (22/11), os alimentos chegaram a mais quatro comunidades rurais de Manaus, com atuação da equipe técnica da Secretaria Executiva Adjunta da Capital (Secap), da Secretaria da Educação.

Localizadas às margens do Rio Negro, as comunidades do Santa Maria, Terra Preta, Chita e Três Unidos são os lares dos 60 alunos que receberam, além do Merenda Em Casa, as apostilas com os Guias de Estudo para o encerramento do ano letivo de 2023. As localidades estão entre as 22 comunidades rurais de Manaus atendidas pela Secap da Secretaria de Educação.

De acordo com a pescadora Marly Rodrigues, moradora da comunidade do Chita e que recebeu o kit do Merenda Em Casa, os itens alimentícios são de grande ajuda neste momento.

“A nossa forma de alimentação aqui é através da pesca e, com a seca dos rios, estamos com dificuldade tanto para pescar, quanto para transportar nosso pescado. O Merenda Em Casa chega em uma hora muito boa, abençoada por Deus”, compartilhou a pescadora.

Para o filho da dona Marly, Luiz dos Santos, 15, que cursa a 1ª série do Ensino Médio, na Escola Estadual (EE) Pedro Silvestre, os Guias de Estudo são uma possibilidade a mais de realização das atividades, que já vêm acontecendo on-line, com o contato entre professores e alunos.

“O professor tem enviado as atividades e a gente faz e entrega.  Acho que esse guia de estudo vai ajudar muito, porque poder pegar no papel, na mão e ler, é melhor”, destacou o estudante.

 Rotina de estudos

 Imerso tanto na rotina diária de realização das atividades on-line e mobilização para a entrega dos kits de merenda escolar, o professor Hygo Filho, também da EE Pedro Silvestre, comentou sobre a realidade amazônica de fazer educação.

“Nas comunidades rurais, boa parte dos alunos não moram na localidade onde a escola se encontra. Eles vivem em braços de rio, rios secundários, terciários. Com a estiagem, seguimos a caminhada acadêmica deles com cartelas diárias de exercícios. Eu pego bastante no pé deles e retornando às atividades presenciais, iremos corrigir tudo isso e definir as notas dos discentes”, ressaltou o professor.

Nas comunidades rurais de Manaus, três escolas estaduais estão impactadas pela estiagem, são elas: Irmã Gabrielle Cogels, Samsumg Amazonas e Pedro Silvestre.

 Armazenamento

 Os alimentos dos kits distribuídos aos alunos da zona rural de Manaus são armazenados no galpão da Gerência de Alimentação Escolar (GAE), na zona centro-oeste da capital. No local, os itens são divididos e depois integrados aos kits do Merenda em Casa. Junto com a equipe administrativa, uma nutricionista também fica responsável por controlar a qualidade de cada produto.

E nos municípios do interior, tem sido disponibilizado, por meio do Programa de Apoio à Gestão Escolar (Pague), recursos para aquisição dos alimentos, que têm sido entregues pelas equipes das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), da Secretaria de Educação.

Por A Crítica

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