Mercado local perde R$ 51 milhões dos salários

Dados do IBGE mostram que, no terceiro trimestre, a massa de rendimentos das pessoas ocupadas no estado apresentou queda

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que os rendimentos das pessoas ocupadas no Amazonas apresenta queda no terceiro trimestre deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo foi de 1,4%, o que representa R$ 51 milhões no mercado local oriundo  dos salários dos trabalhadores. 

Em relação ao trimestre encerrado em junho,  a massa de rendimentos de todos os trabalhos das pessoas ocupadas teve queda de -0,2% ou R$ 7 milhões a menos na economia local. Isso porque o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 2.155,00 no terceiro trimestre de 2023. Em comparação com o trimestre anterior a retração foi de R$ 63,00 e na comparação com o mesmo trimestre de 2022 foi de R$ 36,00.

 Informalidade

 A pesquisa também mostra que a informalidade no Amazonas caiu de 56,8% para 55% no terceiro trimestre, contudo o estado ainda mantém 974 mil trabalhadores sem carteira de trabalho, a  terceira posição do ranking nacional, juntamente com o Piauí. 

No trimestre encerrado em setembro,  ocorreu uma redução de 32 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ. Como eles fazem parte do grupo de informais, isso influenciou a redução da informalidade no Amazonas. A marca alcançada pelo estado é 15,9% maior do que a média nacional (39,1%) e 2,2% maior do que a da região Norte (52,8%). 

Aliás, entre as cinco grandes regiões brasileiras, a região Norte foi a que apresentou maior taxa de trabalho informal (52,8%), seguida da Nordeste (51,8%), da Centro-Oeste (34,9%), da Sudeste (34,1%) e da Sul (30,6%). Maranhão está no topo do ranking (57,3%), seguido do Pará (57,1%). O estado com menor taxa de informalidade foi Santa Catarina (26,8%).

 Desemprego 

 A taxa de desocupação, no Amazonas, foi estimada em 9,6%, sendo 0,1 ponto percentual inferior ao trimestre anterior e 0,2 ponto percentual maior que a do mesmo trimestre do ano passado. A taxa representa 187 mil pessoas desempregadas, e não mostra variação estatística significativa.

Desde o primeiro trimestre de 2022 a taxa de desocupação amazonense vem num processo de redução, embora tenha subido um pouco no quarto trimestre de 2022 e no primeiro de 2023. Mesmo assim, na comparação com outras unidades da federação, a taxa local permanece elevada.

No terceiro trimestre de 2023 o nível de ocupação da população, no Amazonas, ficou estimado em 55,3%, ou ainda em 1,7 milhão de pessoas, mostrando queda de -1,9% em relação ao mesmo trimestre de 2022 e pouca variação (-0,2%) em relação ao trimestre anterior. 

Embora ,no trimestre, o número de ocupados tenha crescido em 23.000, este número foi apenas o necessário para cobrir parte das 28.000 pessoas que entraram na força de trabalho, dentro do trimestre.

A PNAD Contínua identificou que no terceiro trimestre de 2023 a população em idade de trabalhar, no Amazonas, aumentou em 97 mil pessoas (3,1%) em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao trimestre anterior o aumento foi de 52.000 pessoas ou ainda 1,6%.

Com textos do IBGE

Fonte: A Crítica

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