Merenda escolar exige fiscalização

É importante que os setores de fiscalização procurem acompanhar o assunto e verificar como está a garantida de merenda escolar nos Estados e nos municípios brasileiros.

A campanha do governo federal por meio do Ministério da Educação sobre a merenda escolar sugere a seleção de alimentos naturais e de boa qualidade chegando às escolas públicas de todo o país. É importante que os setores de fiscalização procurem acompanhar o assunto e verificar como está a garantida de merenda escolar nos Estados e nos municípios brasileiros.

No Amazonas, onde o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) enfrenta há algum tempo dificuldades para responder à demanda e com algum nível de qualidade, no mês de agosto, professores denunciaram, durante evento realizado em Manaus, que todo o primeiro semestre deste ano os estudantes das escolas indígenas de São Gabriel da Cachoeira não tiveram acesso a merenda. Em outros municípios, professores e pais de estudantes criticam a falta de merenda escolar e ou a oferta dos alimentos em volume menor do que o necessário.

Trata-se de um problema que reclama por adequado monitoramento nas 62 cidades amazonenses e fiscalização que envolvam toda a cadeia referente a merenda escolar. De onde são adquiridos os produtos, quantidades, quais produtos, prazo de validade e ondem chegam de forma eficiente. As escolas de comunidades mais distantes têm sido prejudicadas e, de modo geral, as escolas indígenas não estão sendo tratadas com a mesma linha de igualdade, o que deveria considerar as culturas dos povos dos quais as crianças são descendentes e nelas convivem.

Outros dois aspectos chamam a atenção. Um, positivo e sobre o qual é importante informar à sociedade a respeito da evolução da proposta, trata-se da inclusão da agricultura indígena na carteira da merenda escolar amazonense. O outro, preocupante, é o avanço da obesidade nos segmentos infanto e juvenil, com previsão de o Brasil ter até 2025, um terço das crianças e dos adolescentes obesos.

A merenda escolar como política pública tem função central nessa batalha por saúde da população infanto-juvenil, junto ao incentivo à prática de exercício físico regular, da promoção as brincadeiras contra as muitas horas dos que ficam diante das pequenas telas. O próprio Ministério da Educação está diante do desafio de costurar parcerias que funcionem e assegurem às crianças e aos adolescentes das escolas públicas alimentos saudáveis e educação física que sejam um programa de promoção à vida saudável e de enfrentamento à obesidade.           

Fonte: Agência Brasil

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