OpenAI planeja levar ChatGPT para salas de aula; saiba como

Uma equipe será formada para analisar como o ChatGPT pode ser incorporado nas salas de aula para ajudar os alunos e professores.

Conforme o ChatGPT e mais ferramentas de inteligência artificial têm se desenvolvido, elas estão chamando mais atenção e seus potenciais usos são cada vez mais expandidos. Além disso, é notável que a cada dia que passa o raciocínio do ChatGPT está mais parecido com o de pessoas reais.

Talvez por conta disso, durante a Conferência INSEAD Américas, feita na semana passada em São Francisco, nos Estados Unidos, a OpenAI anunciou que está estudando maneiras de adaptar essa ferramenta para que ela ajude tanto professores como alunos em sala de aula. E essa anúncio veio logo depois de o ChatGPT ter enfrentado críticas a respeito de plágio e uso indevido na criação de trabalhos acadêmicos e tarefas escolares.

Justamente por existir vários pontos complexos a serem estudados, Brad Lightcap, diretor de operações da OpenAI, disse que uma equipe está sendo formada para que esses problemas sejam estudados e que a ferramenta possa ser adaptada.

Além disso, a OpenAI ressaltou que já está em contato com educadores e instituições educacionais para fazer uma atualização no ChatGPT tendo como base as necessidades escolares e diminuindo os riscos.

ChatGPT nas escolas

Ainda de acordo com Lightcap, ele sabe que, na visão dos professores, a chegada dessa ferramenta “foi a pior coisa que já aconteceu”, no entanto, vários já entenderam o benefício em potencial que ela pode ter se for usada da forma certa.

Em novembro de 2022 foi lançado o chatbot de IA e, além da corrida dos concorrentes, vários debates começaram a ser feitos a respeito de privacidade e segurança. Tanto que, o ChatGPT chegou a ser proibido em algumas escolas por conta do seu uso indevido.

“A maioria dos professores está tentando descobrir maneiras de incorporar (ChatGPT) ao currículo e à maneira como ensinam. Nós da OpenAI estamos tentando ajudá-los a pensar sobre o problema e provavelmente no próximo ano estabeleceremos uma equipe com a única intenção de fazer isso”, pontuou Lightcap.

No caso da IA generativa, ela consegue criar coisas do zero e conversar de uma maneira natural, parecida com o ser humano. Dessa forma, ela é capaz de fazer vários trabalhos e até escrever livros inteiros. Dependendo do setor em que ela é usada, ela ajuda na criação, otimização e resumo de conteúdos, indo desde e-mails até designs e artes no marketing.

“Vemos a IA como uma ferramenta impactante que pode ajudar no aprendizado e na educação, e somos encorajados pelas maneiras como os educadores têm pensado em como ferramentas como o ChatGPT podem ser úteis. Estamos interagindo com educadores de todo o país para informá-los sobre as capacidades do ChatGPT e sobre nosso trabalho contínuo para melhorá-lo. Esta é uma conversa importante para que eles estejam cientes dos benefícios potenciais e do uso indevido da IA, e para que entendam como podem aplicá-la em suas salas de aula”, disse um porta-voz da OpenAI.

Receios

Na visão de  Andrew Mayne, ex-funcionário da OpenAI, existem várias formas de aproveitar o ChatGPT na sala de ala. Ainda conforme ele, existem benefícios tanto para os alunos, que às vezes podem ter vergonha em tirar suas dúvidas em público, e também para os professores, que podem ter na ferramenta uma ajuda criativa e um assistente nas tarefas da profissão.

Contudo, essa incorporação ainda não tocou no tópico privacidade de dados das crianças, que é um dos problemas mais pontuados pelas autoridades. Mesmo que quem use o ChatGPT deva ter mais de 13 anos, não existe uma verificação de idade na maior parte dos países.

No trabalho

O uso da ferramenta nas escolas ainda está sendo discutido, mas ela já é bastante usada por algumas pessoas no trabalho. Tanto que, nos EUA, cada vez mais trabalhadores estão usando o ChatGPT  para ajudá-los em suas tarefas básicas. Isso está sendo um ponto de apreensão entre os empregadores. E empresas gigantes, como a Apple e a Samsung, até proibiram o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus funcionários.

Segundo uma pesquisa feita pela Reuters/Ipsos, entre os dias 11 e 17 de junho, 28% das pessoas que foram entrevistadas disseram que usam o ChatGPT de forma regular como uma ferramenta de trabalho. No entanto, desses, somente 22% tinham autorização dos seus chefes para usar a inteligência artificial.

Ainda de acordo com a pesquisa, 100% das pessoas que foram entrevistadas eram proibidas por seus chefes de usar a ferramenta de IA para os ajudar no trabalho. E de todos os ouvidos, 25% não souberam dizer se o uso do ChatGPT é ou não permitido na empresa em que eles trabalham.

Dentre as coisas que a ferramenta ajuda as pessoas estão: fazer e-mails, resumos de documentos e pesquisas iniciais.

Por ser uma coisa nova, as empresas do mundo todo ainda estão avaliando quais são as melhores maneiras de introduzirem o ChatGPT e outras ferramentas parecidas ao trabalho que já é feito.

Dentre as principais preocupações por parte das empresas está a segurança, principalmente com o risco de vazar informações internas ou acontecer uma violação de propriedade intelectual.

Os vazamentos podem acontecer porque ferramentas de inteligência artificial são treinadas com dados, sendo alguns deles dos próprios usuários que testam o serviço. Por isso que, se funcionários digitarem informações internas das empresas em ferramentas desse tipo, é possível que elas sejam usadas para ajudar no desenvolvimento delas. Como consequência, podem acontecer vazamentos não intencionais.

Fonte: Olhar digital

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