Sensação térmica e temperatura real, saiba qual é a diferença

O quão calor ou frio uma pessoa sente é diferente do que o termômetro marca. Saiba o que faz essa diferença acontecer.ensação térmica

Com o passar dos anos, a temperatura média de todo o mundo tem sofrido altas terríveis. Isso pode ser visto com a forte onda de calor que atingiu várias regiões do mundo nesse ano, como por exemplo, o Brasil. Nosso país está passando pela quarta onda de calor do segundo semestre. Além disso, ela pode ser mais forte do que as vistas em agosto, setembro e outubro.

Tanto que, no domingo, o Rio de Janeiro bateu os 47° C de sensação térmica. E como se isso já não fosse alto o bastante, na segunda-feira essa marca foi batida com 52,7°C de acordo com o Alerta Rio, o sistema da prefeitura.

Com o passar da semana, essa sensação térmica foi ficando ainda mais forte. Tendo seu recorde em 58,5°C na terça-feira. Nesse dia, a temperatura vista nos termômetros era por volta dos 43°C. A diferença vista é justamente porque a temperatura real e sensação térmica não são a mesma coisa.

Diferença

Em poucas palavras, a sensação térmica é o indicativo da temperatura que uma pessoa está sentindo em sua pele exposta. De acordo com a Deutsche Welle (DW), empresa pública de radiodifusão da Alemanha, não existe uma fórmula estabelecida para calcular essa sensação e já foram identificadas mais de 100 formas de chegar a essa temperatura. Por conta disso, as plataformas de serviço de meteorologia podem usar equações diferentes.

Para o cálculo, a base é a temperatura do ar na sombra e são considerados mais esses fatores: umidade, ocorrência de vento e radiação solar.

Umidade

O corpo mantém uma temperatura média de 36,5°C e quando se transpira, a maior parte da umidade evapora criando uma camada fina de ar mais frio sobre a pele. Isso é um mecanismo que ajuda a baixar a temperatura. Por conta disso que o tanto de frio ou calor que ela sente não depende apenas do termômetro, mas também da umidade.

No caso de uma alta umidade, a sensação térmica é intensificada. Ou seja, se está frio, as pessoas sentem mais frio; e se está quente, as pessoas sentem mais calor. E quando está quente e úmido, o organismo tem uma dificuldade maior para se refrescar através da transpiração. Isso porque a capacidade da atmosfera em absorver mais água fica menor e isso aumenta a sensação de calor.

Enquanto que no tempo seco, o corpo consegue transpirar com mais facilidade, e isso diminui a temperatura e a sensação de calor.

Ocorrência de vento

Segundo o site VivaBem, a ocorrência de vento aumenta a transpiração da pele. Isso faz com que o corpo baixe a temperatura de forma mais fácil e, por conta disso, a sensação térmica é diminuída.

Quando está frio, essa sensação é ampliada pelo vento. Tanto que, quando tem muito vento frio, uma quantidade maior de moléculas se chocam com a pele da pessoa no ar, e isso faz com que ela tenha uma percepção de que está ainda mais frio.

Radiação solar

Ela quer dizer a intensidade dessa radiação solar, que é a energia que produz calor, que está chegando em determinado lugar. Por isso que nos lugares que estão expostos diretamente  na luz do sol a radiação é maior, como resultado, a sensação térmica daquele lugar também será.

Origem

O termo “sensação térmica” começou a ficar popular depois da Segunda Guerra Mundial, quando as tropas alemãs perderam ao tentar invadir a Rússia, em um inverno rigoroso.

No momento em que os confrontos pararam, o exército dos EUA criou um índice para avaliação do frio e o relacionou com a velocidade do vento. Esse índice se difundiu e começou a ser divulgado junto com as temperaturas.

Contudo, a sensação térmica em países mais quentes, como o Brasil por exemplo, é relacionada com a umidade relativa do ar e não com o vento, mesmo que esse fator também possa diminuí-la.

Fonte: Olhar digital

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