Dia Mundial da Água: projetos para proteção dos igarapés de Manaus são lançados

Ações destacam a importância das políticas de gestão hídrica, monitoramento e qualidade para enfrentar os desafios de conservação e uso da água

Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado nesta quarta-feira (22), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lança o Observatório dos Igarapés de Manaus (Obim), além da segunda fase do projeto PCD Yara, que irá monitorar e avaliar a qualidade da água dos igarapés por meio dos parâmetros de cor, índice de PH, temperatura, condutibilidade, turbidez e concentração de oxigênio na água.

Os lançamentos acontecem durante o evento “Olhares: Sustentabilidade e as políticas de intervenção para enfrentar os desafios da poluição dos igarapés de Manaus”.

O encontro, promovido em parceria com o Instituto Rios Brasil (IRBR), ocorre na Escola Normal Superior (ENS/UEA), localizada na Avenida Djalma Batista. O objetivo do encontro é discutir sobre a importância da conservação das águas dos igarapés da cidade e o Dia Mundial da Água.

Sobre o lançamento dos projetos durante o evento, o Prof. Dr. Carlossandro Albuquerque, do mestrado em Recursos Hídricos (ProfÁgua/UEA), explica que a ideia da construção do Observatório é dar destaque às ações para viabilizar a gestão sustentável dos recursos hídricos.

“O Obim é uma iniciativa de alguns institutos, ONG’s e universidades. O intuito é possibilitar que essas instituições possam acompanhar o estágio de qualidade, degradação, ocupação e recuperação dos igarapés de Manaus para planejar ações que possam promover a preservação e conservação da água”, disse.

Em relação ao PCD Yara, Carlossandro revela que a nova fase do projeto terá início no sábado (25), na bacia do Tarumã Açu, para monitorar a qualidade dos rios de água preta.

Projetos vão monitorar e avaliar a qualidade da água dos igarapés de Manaus. — Foto: Divulgação/UEA

“O lançamento desses projetos visa, primeiro, mostrar para a população a importância da conservação do recurso natural chamado água. Ela é elemento fundamental para a vida, então precisamos estar constantemente monitorando a sua qualidade para que possa ser consumida pelo ser humano e também abastecer a agricultura, indústria e outros serviços. Esse evento visa, justamente, mobilizar e despertar a sociedade para o acompanhamento e manutenção desse recurso hídrico”, enfatizou o professor.

O evento conta, ainda, com o apoio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) e Organizações da Sociedade Civil (OSC’s).

PCD Yara

A primeira fase do projeto teve início em dezembro de 2021 e no segundo semestre de 2022, os primeiros testes para monitorar a qualidade da água do Rio Amazonas de forma remota foram realizados no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).

A ação é feita por um dispositivo desenvolvido por professores e alunos da UEA. Desde então, a equipe faz o mapeamento, a avaliação e a padronização das informações coletadas nas bacias para contribuir nas soluções e nas políticas públicas voltadas à gestão de recursos hídricos.

O sistema conta com dispositivos eletrônicos que coletam e transmitem, via rede sem fio, informações relativas ao índice de PH, temperatura, condutibilidade elétrica, turbidez e concentração de oxigênio na água. A primeira plataforma foi instalada na orla de Parintins e transmite as informações, em tempo real, para a estação base, localizada no Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp/UEA).

Fonte: G1

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