Avião russo com 65 prisioneiros ucranianos cai sem deixar sobreviventes

As autoridades de Moscou atribuíram o acidente a um ataque da Ucrânia, que não reagiu de imediato à catástrofe.

Um avião de transporte militar russo Il-76 com 65 prisioneiros de guerra ucranianos a bordo caiu, nesta quarta-feira (24), em uma região que faz fronteira com a Ucrânia, matando todos a bordo, disseram as autoridades locais. 

As autoridades de Moscou atribuíram o acidente a um ataque da Ucrânia, que não reagiu de imediato à catástrofe. 

“Por volta das 11h, hora de Moscou (5h no horário de Brasília), um avião Il-76 caiu na região de Belgorod”, na fronteira com a Ucrânia, informou o Ministério russo da Defesa em um comunicado citado por agências locais. 

“A bordo estavam 65 prisioneiros do Exército ucraniano, transferidos para a região de Belgorod para uma troca, seis tripulantes e três acompanhantes”, afirmou. 

“Todos a bordo morreram”, disse o governador da região, Vyacheslav Gladkov, pouco depois.

O ministério indicou em seu comunicado que uma comissão da Força Aérea se dirigiu para o local do acidente “para apurar as causas da catástrofe”. 

Imagens publicadas nas redes sociais mostram um avião caindo após uma forte explosão, acompanhada de chamas e fumaça.

Segundo vários veículos de comunicação russos, a aeronave caiu perto da cidade de Iablonovo, a 45 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.

A região de Belgorod é alvo regular de ataques de mísseis e drones vindos de Kiev. A Rússia, por sua vez, não parou de bombardear a Ucrânia desde que lançou sua ofensiva, em fevereiro de 2022.

 Moscou acusa Kiev

 Questionado em sua coletiva de imprensa diária, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, não comentou o acidente, alegando que era muito “recente”. 

“Vamos esclarecer tudo isso”, limitou-se a dizer. 

Mas, minutos depois de saber do acidente, o presidente da Câmara Baixa russa, Viacheslav Volodin, acusou Kiev de ter derrubado o avião. 

“Eles mataram seus próprios soldados no ar. Suas mães, seus filhos estavam à espera deles”, disse Volodin durante uma sessão plenária. 

“Mataram os nossos pilotos que realizavam uma missão humanitária (…) com mísseis americanos e alemães”, acrescentou.

Outro deputado, presidente da comissão de Defesa da mesma câmara, apoiou essas acusações. 

“Os dirigentes ucranianos estavam plenamente conscientes da próxima troca [de prisioneiros] e foram informados sobre como os prisioneiros seriam entregues”, disse Andrei Kartapolov, segundo a imprensa russa. 

“A aeronave Il-76 foi derrubada por três mísseis de um sistema de mísseis terra-ar Patriot ou Iris-T, fabricados na Alemanha”, disse ele. 

Volodin pediu imediatamente aos deputados que votassem uma resolução dirigida aos Estados Unidos e à Alemanha, países que forneceram sistemas de mísseis terra-ar à Ucrânia.

Em julho de 2022, Moscou e Kiev se acusaram mutuamente de um bombardeio mortal contra um presídio que mantinha prisioneiros ucranianos em Olenivka, uma cidade no leste da Ucrânia ocupada pela Rússia. 

Desde o início da ofensiva contra a Ucrânia, a Rússia sofreu várias catástrofes aéreas, envolvendo aeronaves militares. 

No passado, a Ucrânia derrubou aeronaves russas. Na semana passada, Kiev afirmou ter destruído um avião espião A-50 e um avião de comando Il-22.

Um avião que transportava o chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgueni Prigozhin, também caiu em agosto de 2023, em um voo entre Moscou e São Petersburgo, no qual morreram tanto o polêmico empresário como seus homens de confiança. 

As autoridades russas negaram qualquer envolvimento no incidente, que ocorreu semanas após o motim abortado do grupo Wagner. 

Em outubro de 2022, um caça-bombardeiro Su-34 colidiu com um edifício na cidade de Yeisk, na costa russa do Mar de Azov, matando 15 pessoas.

Fonte: A Crítica

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