Caso Débora: justiça deve interrogar Gil Romero nesta terça em Manaus

Gil Romero é suspeito de matar Débora da Silva Alves, que estava grávida de um filho dele. Audiência de instrução também deve interrogar José Nilson, suspeito de participação nos crimes.

A Justiça do Amazonas deve interrogar Gil Romero Machado Batista, nesta terça-feira (14), em Manaus. Ele é suspeito de matar Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses.

Além de Gil Romero, a justiça deve interrogar José Nilson, suspeito de participação nos crimes. Uma testemunha apontada pela defesa de Gil Romero também deve ser ouvida nesta terça.

Esse é o segundo dia da audiência de instrução e julgamento do Caso Débora. A sessão começou na manhã desta terça-feira (14), no Fórum Henoch Reis, Zona Sul de Manaus.

Os depoimentos de Gil Romero e José Nilson devem ocorrer em formato de videoconferência.

Débora da Silva Alves foi assassinada em agosto deste ano, em Manaus. Pai do bebê que ela esperava, Gil Romero é acusado do crime.

Primeiro dia

No primeiro dia de audiência, realizado no dia 7 de novembro, foram ouvidas oito testemunhas apontadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), sendo que das oito pessoas ouvidas, três também foram arroladas pela defesa dos acusados.

Os acusados acompanharam a audiência por videoconferência, no Centro de Detenção Provisória (CDPM 1). Entre as testemunhas, uma foi ouvida por videoconferência e, as demais, presencialmente.

O crime

Débora da Silva Alves, de 18 anos, estava grávida de oito meses, e foi encontrada morta na manhã do dia 3 de agosto, em uma área de mata localizada no Mauazinho, Zona Leste de Manaus.

A mulher foi queimada e teve os pés cortados. A jovem também tinha um pano no pescoço o que, segundo a polícia, indica que ela foi asfixiada.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a vítima desapareceu no dia 29 de julho deste ano, quando saiu de casa para encontrar o suspeito, que lhe entregaria dinheiro para comprar o berço da criança.

O corpo dela foi encontrado depois que a polícia prendeu José Nilson, suspeito de participação no crime. O homem era colega de trabalho de Gil Romero.

Após as investigações apontarem a participação de Gil Romero, o homem foi considerado foragido. As polícias Civil do Amazonas e Pará identificaram que ele estava escondido no Pará, e montaram uma operação.

O suspeito foi preso na noite do dia 8 de agosto, em Curuá, no Pará. Na tarde do dia seguinte, 9 de agosto, o suspeito foi transferido para Manaus, e prestou depoimento, pela primeira vez, sobre o crime.

Inicialmente, Gil Romero disse que o bebê foi queimado junto com a mãe, ainda na barriga. No segundo depoimento, ele disse que retirou a criança da barriga da mãe, já morta, e jogou o corpo no rio.

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