Esposa e a amante de assaltante ajudavam quadrilha que roubava celulares

Polícia Civil prendeu quatro pessoas suspeitas de roubo a lojas de eletrônicos em Manaus

A Polícia Civil do Amazonas prendeu quatro pessoas suspeitas de participação em um esquema criminoso de roubo de celulares em lojas de eletrônicos em Manaus. Uma das integrantes do grupo era funcionária de um dos estabelecimentos e repassava informações ao bando. A polícia não descarta que outros funcionários possam estar envolvidos. 

A operação que culminou com a prisão dos envolvidos foi realizada pelo 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Na tarde de sexta-feira (5), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e mandados de prisão preventiva. Todos os suspeitos foram presos no mesmo dia. 

“A investigação iniciou na semana passada. Tivemos conhecimento de um assalto que foi realizado a uma grande loja de aparelhos eletrônicos na região central de Manaus e, a partir das informações que foram colhidas, durante o curso das interceptações telefônicas e das diligências policiais que foram realizadas por nossa equipe, conseguimos identificar que uma das integrantes da quadrilha era funcionária da própria loja”, detalhou o delegado titular do 1° DIP, Cícero Túlio.

Cúmplices

De acordo com a polícia, a funcionária era amante de um dos integrantes da quadrilha. Ele e um comparsa eram os responsáveis por assaltar os estabelecimentos. Em seguida,  o mesmo assaltante que tinha a ajuda da amante levava  os aparelhos para a esposa, que também participava do esquema. Havia uma quinta pessoa encarregada de ajudar na distribuição dos celulares. 

“A  gente acredita que há mais de um ano eles já atuavam nessa organização criminosa, haja vista que outros três assaltos foram praticados pelo mesmo bando com o auxílio da funcionária da empresa comercial e da própria mulher do integrante dessa organização criminosa, que ficava a cargo de receber esses materiais e escoar para o mercado”, ressaltou o investigador. 

Um detalhe que chamou a atenção da polícia e ainda está em investigação foi uma “dificuldade” percebida pelos investigadores de receber informações internas de uma das empresas assaltadas.

“Quando solicitamos informações da própria empresa que foi vítima, a gente encontrou uma certa dificuldade em colher algumas informações sobre os funcionários que atuavam naquela empresa. Isso tudo é objeto de investigação para que a gente possa tentar identificar a participação de outras pessoas envolvidas nesse esquema criminoso”, pontuou Cícero Túlio. 

Segundo o delegado, parte dos celulares foram recuperados durante as apreensões. O trabalho deve continuar para que outros aparelhos roubados também sejam devolvidos às empresas vítimas dos roubos. “Vamos continuar esse trabalho de investigação e se alguém tiver comprado esses aparelhos, lembramos que isso é crime de recepção, então a orientação é procurar a polícia e entregar o celular”, disse. 

Os quatro presos na operação já estão à disposição da justiça e serão levados ainda neste sábado (6) para audiência de custódia. Eles responderão pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa e receptação qualificada.

Por A Crítica

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