Réu por matar e ocultar cadáver em geladeira é condenado a 27 anos

O MPE denunciou Márcio por homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, com meio cruel e com recurso que impossibilitou e dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal. Montagem: ACrítica)

O réu Márcio Luiz Cavalcante Mello foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado da ex-cunhada, Nazaré Dias de Lima, que tinha 19 anos na época do crime, ocorrido em setembro de 2021 no município de Autazes (distante 113 quilômetros em linha reta de Manaus). 

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De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o agora condenado acompanhou a sessão de Júri Popular por vídeo conferência, por estar preso preventivamente na capital. Ele acompanhou a oitiva de sete testemunhas, sendo cinco de acusação e duas de defesa.

Em depoimento Márcio, assim como na Audiência de Custódia, negou a autoria do crime. Apesar de negativa, o conselho de setença entendeu que haviam provas suficientes que comprovavam a autoria do crime. A sessão foi realizada na última terça-feira (20).

Ele foi sentenciado a 27 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado, sendo mantida a prisão preventiva e, com isso, o condenado já iniciou o cumprimento provisório da pena.

A sessão de júri popular, presidida pela juíza titular da Comarca, Danielle Monteiro Fernandes Augusto, aconteceu na terça-feira (20) no Fórum de Justiça Aristófanes Bezerra de Castro (Foto: Divulgação/Tjam)

O caso

Segundo as investigações da época, a vítima estava desaparecida desde o dia 21 de setembro de 2021, mas o corpo só foi encontrado em janeiro do ano passado, dentro de uma geladeira em uma área de mata, próximo ao sítio onde mora Márcio.

Colegas de trabalho do condenado disseram à polícia que ele vivia comentando em rodas de conversa que a cunhada era virgem e que ele a perseguia, inclusive na escola. Colegas de aula da vítima também confirmarm à polícia essas informações.

Márcio chegou a fornecer informações falsas durante as diligências, com o intuito do corpo de Nazaré não fosse encontrado, mas testemunhas viram ele e a vítima fatal indo no dia do crime para o local onde o corpo foi encontrado.  

A prisão

O suspeito fugiu de Autazes sendo preso em junho de 2022 em Manaus. Devido à repercussão do crime, que revoltou o município. Por ter sua vida em risco, um pedido para ser custodiado na capital foi solicitado e aceito pela Justiça, onde ele permanece preso.

Por A Critica

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